Nunca subestime o seu poder de mudar a si mesmo e nunca superestime o seu poder de mudar os outros.
– H. Jackson Brown (via alcalina) Via ALCALINACarlinhos Mattos, que esteve na comissão que escolheu qual filme iria para o Oscar...
“Salve Geral” e o Oscar 18 09 2009 Cheguei há pouco da reunião da comissão que indicou Salve Geral como candidato brasileiro a uma indicação da Academia para o Oscar de melhor filme em língua estrangeira. Por norma, não podemos relatar o processo de escolha. Mas, como foi divulgado que o resultado não foi por unanimidade, mas por votação, posso dizer que três filmes ficaram na reta final das discussões. O filme de Sérgio Rezende acabou escolhido por diversas razões. A principal delas foi a maturidade do diretor no trato com um tema áspero, que se reflete no nível técnico, artístico e de produção. Não é um filme perfeito, mas tem competitividade para disputar uma indicação. O fato de que vários filmes com temática semelhante concorreram no passado recente nessa categoria e fracassaram – Cidade de Deus, Carandiru, Última Parada 174 – foi obviamente levantado pela comissão. Mas isso não representou um empecilho diante das qualidades de Salve Geral. O filme é comunicativo para um público amplo e articula com felicidade o drama pessoal de uma mater dolorosa com o panorama de insegurança e descontrole vivido pela cidade de São Paulo no episódio do PCC. Há quem diga que Salve Geral é a resposta carioca a Cidade de Deus, um filme paulista focado no Rio de Janeiro. Se Sérgio Rezende obtiver metade da repercussão obtida por Fernando Meirelles, já será uma vitória e tanto para o Brasil. O Oscar, isso nenhuma comissão é capaz de prever. Vamos cruzar os dedos.
Poster teaser de Toy Story 3. Besta né? Mas ficaria ótimo em uma camiseta. Dizem que o vilão é um urso rosa…
Poster do filme documentário de Michael Jackson (feito em tempo recorde)! Será distribuído pela Sony lá fora e mostra os último momentos do artista.
Filmes fazem gambiarra para tentar disputar o Oscar
Em breve, num cinema bem longe de você, estreiam dois longas brasileiros com potencial para concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
“Besouro” e “Salve Geral”, que só entram em circuito nacional em outubro, estão na lista dos 10 filmes apresentados por produtores para disputar a indicação do Ministério da Cultura para uma das cinco vagas da categoria no Oscar.
Mas, como só valem filmes lançados até 30 de setembro, regularizou-se a seguinte gambiarra: também valem obras exibidas por sete dias consecutivos em qualquer sala comercial, antes da grande estreia, geralmente seguida de pompa.
O secretário do Audiovisual, Silvio Pirôpo Da-Rin, não vê problema na estratégia, já que está no regulamento, mesmo que o longa escolhido para representar o Brasil não tenha sido visto pela população, mas só por uma pequena parcela e os cinco jurados do MinC.
O filme escolhido será anunciado no dia 18. Portanto, os produtores terão ainda cinco dias para “estrear” seus trabalhos e fazer sete dias em cartaz.
“Besouro” é o longa de estreia de João Daniel Tikhomiroff, sobre um famoso capoeirista da Bahia. Chegará em “algumas praças” no dia 18, diz sua assessoria de imprensa, sem entrar em detalhes. A estreia nacional será em 30/10.
“Salve Geral” deve entrar na mesma época, embora a estreia nacional seja em 2/10. O filme do veterano Sergio Rezende (“Zuzu Angel”) conta a história de mulheres por trás do grupo criminoso ligado aos ataques de 2006 em São Paulo.
“Do meu ponto de vista, eu estou lançando o filme agora, não no ano que vem”, explica Rezende sobre a pressa de querer concorrer ao próximo Oscar e não esperar mais um ano, como aconteceu com “Feliz Natal”, lançado em novembro de 2008 e na lista deste ano.
A tática é amplamente adotada nos EUA e passou a ser usada por aqui em 2001, com “Abril Despedaçado”, que entrou numa única sala em Salvador, por uma semana. A obra foi escolhida pelo MinC, mas não ficou sequer entre os cinco indicados ao Oscar. E o público só foi assisti-la em maio de 2002.
O mesmo aconteceu com “Tropa de Elite”, que entrou num cinema de Jundiaí (SP), em 2007, um mês antes da estreia oficial. Até mesmo os jurados do MinC não viram o filme na sala jundiaiense: os produtores enviaram DVDs.
Há ainda na lista um outro filme desconhecido do público: “Síndrome de Pinocchio - Refluxo”, feito com orçamento de R$ 2 mil —“Besouro” e “Salve Geral” têm, cada um, cerca de R$ 10 milhões. No entanto, o diretor Thiago Moyses espera que a publicidade gratuita surgida após entrar para a lista do MinC ajude a encontrar um distribuidor -dois já o procuraram desde então.
O longa, descrito por seu criador como uma “ficção científica surrealista”, ficou 20 dias em cartaz em Brasília, em abril, com ajuda de patrocínio de uma operadora telefônica. “Embora sejam mínimas as chances, elas existem”, diz Moyses. “É uma publicidade enorme, talvez ajude tomar fôlego para entrar em cartaz.”
Os outros seis filmes da lista são: “A Festa da Menina Morta”, “O Menino da Porteira”, “Se Nada Mais der Certo”, “Budapeste”, “Jean Charles” e “O Contador de Histórias”.
Folha









